Tudo faz sentido sem sentir
Sempre faz dor amanhecer
Quem é você?
Sabe quem sou?
Me faz correr até secar o mar
E vez por outra
Eu só...
Sempre assim...
Dentro do abismo de mim
Qual o sabor da chuva no rosto?
Aqui nú...
Sem esperar...
Nem refletir...
Um invisivel de lembranças
Faço a chuva molhar
E vazio se abrir
Remando um peito apertado
Ninguém pode nos ver
Os carros na rua
Mulheres, crianças
Ainda existimos pra nós
E pode ser sempre igual...
Tudo.
Té achar rio meu...
bolha no fundo do mar.
* Depois ouvi
Dois barcos
nú.
Escrito
por Aluisio Reis
9:00:56 PM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!
Só pra constar...
E ainda vivo... |
Vamos meu amigo...
As coisas não são tão ruins...
Semente morre pra planta
Temporal pra terra dar a luz
Vulcões cospem ilhas
Ainda amo o caos de cada dia...
Fulminante Hai kay
Quando vinha, já foi...
Escrito
por Aluisio Reis
6:18:36 PM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!
Simone e Ivan Lins
Dandara
(Ivan Lins - Francisco Bosco) |
Ela tem nome de mulher guerreira
E se veste de um jeito que só ela
Ela vive entre o aqui e o alheio
As meninas não gostam muito dela
Ela tem um tribal no tornozelo
E na nuca adormece uma serpente
O que faz ela ser quase um segredo
É o ser ela assim, tão transparente
Ela é livre e ser livre a faz brilhar
Ela é filha da terra céu e mar
Dandara
Ela faz mechas claras nos cabelos
E caminha na areia pelo raso
Eu procuro saber os seus roteiros
Pra fingir que a encontro por acaso
Ela fala num celular vermelho
Com amigos e com seu namorado
Ela tem perto dela um mundo inteiro
E à volta outro mundo, admirado
Ela é livre e ser livre a faz brilhar
Ela é filha da terra céu e mar
Dandara
Escrito
por Aluisio Reis
2:45:24 PM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!
Não
Não sei se tragaria mais segundos dessa fumaça
Se o torto de dentro floresceu dia afora
Se deixei passar o que mais me importa
O sonho é uma canção por fazer
Olhar que fugiu no segundo passado
É uma tese de doutorado
Notas explodindo como bolhas de sabão
E vindo do norte uma cavalo e suas crinas
Que crescem no galope
Estou quase bem assim
Me cresceram o peso
O cumprimento do cabelo
Estou quase farto deste banquete de pernas
Quase me dando por pouco
E tomando éter e amando o ópio
Estou quase
E que fique óbvio
Me arremeti a pouco neste cordão de loucos
E vou dançando ciranda como criança
Gosto da pena, do pesar e da lágrima bela
Gosto dos mal vistos que suscitam guerras num islã
Gosto dos que se equivocam e se transmutam
Em vento, em narinas dilatadas, em cascos faiscantes
Em contração de força na direção desesperada do
Sul.
"Ter sossego é muito bom, é ter de tudo; até uma lápide."
Escrito
por Aluisio Reis
2:31:30 PM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!
Todas as astes no pino do sol
Paredes parapeito concreto
Ruas, estradas, vielas preenchidas de cimento, águas... fissuras
Pontes, escadas, chão, teto
Um passo impresso na massa fresca
A fresta aberta o batente que ostenta a porta
Dilata, expande e remonta-se
Universo espesso a custa de crateras
Feridas no ventre da terra
Todo ferro e todo o aço divide o chão
E escava a derme, a epiderme e raspa o osso
Num poço que cospe pó cinzento
Venenoso
Amianto, acalanto e desalento
Quase tudo isso projetado
Pra ser a casca da estratosfera
Cúpula que envolve vida e morte
De poucos sorte se faz morada
Em grandes florestas são frias folhas
Nascidas mortas que não serão humus
Que não apodrecem
Gelam o rosto colado
O corpo contorcido de quem não tem
Madeira, tecido, espuma e telhados
Conduz a água sem se deixar infiltrar
Até que se formem afogados pairando
Como coisas ao vento, até retê-los em si
Mesmo a semente não lhe brota
Ergue-se maquinária ou manualmente
Espetando céus com lanças pontiagudas
Arvores de espelho e esqueleto férreo
Artérias resfriadas por sopros de gases insípidos
Inodoros, incolores por vezes mortais
Toda essa agressão disfarçada em progresso
Faz a seiva dissipar-se
E segue indefinidamente
Secando sonhos de fraternidade
Escrito
por Aluisio Reis
3:14:17 PM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!
Dia 23 de outubro as 20hs
Dia 24 de outubro as 19hs
A primeira apresentação foi muito bacana (dia 22 de setembro), agora voltamos ao teatro para mais duas apresentações (citadas acima) Antes da apresentação em que fecharemos o festival de Teatro de Indaiatuba dia 31 de outubro. (Percebe o cartaz???)
Infelizmente algumas pessoas não puderam ver a estréia pois os ingressos se esgotaram rápidamente.
Desta vez nem sequer houve tempo para que os atores recebessem convites. A informação que temos é que já estão esgotadas as entradas para a apresentação do sábado dia 23, porém não temos informações mais concretas.
Para todos os nossos amigos que pretendem nos assistir, pedimos que liguem no Teatro e obtenham informações mais precisas.
A todos os que já nos viram nosso (meu) muito obrigado.
E aos que não viram, esta é uma ótima oportunidade.
Lembrando que os convites são gratuitos e válidos para duas pessoas.
Ligue e consiga o seu.
Esta é uma realização da Oficina de Teatro da Prefeitura de Barueri
Teatro Municipal de Barueri
Rua Ministro Raphael de Barros Monteiro, 255
Jardim dos Camargos - Barueri - SP
Informações: (11) 4198-0972
Escrito
por Aluisio Reis
2:31:58 PM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!
José Saramago
Não foi má-vontade - peguei o livro com perspicácia . Juro que tentei conter minha coceira escrotal . Mas logo nas primeiras páginas constatei que os monstros desequilibrados de José Saramago jogavam a trama num clichê Neo intelectualismo pseudo ativista sem precedentes. O memorial do convento é tão atraente quanto os pelos de meu nariz gripado . A obra se vale da Inteligência do leitor, que só consegue chegar ileso ao final da história se acreditar que O Ariel Sharon é um pacifista maravilhoso
Mas vamos nos aprofundar numa análise detalhada: os personagens, por exemplo parecem ter saído de Um Dolstoievsky distorcido chegado a um sujeito babaca com idéias messiânicas . A história é, do começo ao fim, A reverberação de surtos pseudo-intelectuais com menosprezo a qualquer noção de entendimento textual - e o desfecho, até para os corações mais bondosos, não passa de porcaria . Mesmo quando remete a Franz Kafka , o livro o faz de forma medíocre. José Saramago faz parecer que Um Dado Dollabela escreve. E, ao mesmo tempo, faz Patativa do Assaré rolar no túmulo.
Não há formas de ser condescendente: a ignorância que a personagem principal exala deixa um perfume Imbecil em todas as páginas transmutando um muro de obtusidade que macula de forma grotesca qualquer forma de literatura.
Conselho: se você encontrar O memorial do convento nas prateleiras, não hesite, fuja.
| EU FIZ ESTA "MARAVILHOSA CRÍTICA" AQUI. MUNDO PERFEITO
CLIQUE E DIVIRTA-SE |
****Obs.: Eu gosto do Saramago e desse livro também.
Se você visitar o link vai entender a brincadeira.
Escrito
por Aluisio Reis
2:18:12 PM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!

*momento em que escrevi estas mal-traçadas linhas.
Há demanda do povo daqui
Brasa, luz e fogareiro
O vermelho incendeia a alma
Como eu inerte passante
Que os olhos lacrimejam
Vendo o rosto relampejo
O céu assombra abraçando a terra
Tragando brisa comendo tempo
Arde pimenta brava
Queima meu peito e sara
Vem ver minha gente
Corre olhar que vem aqui
Se esbalde sem medida
Olha a minha a sua vida
Olha tudo que reluz
Seu sofrer tem uma trégua
Seu penar pode esperar
Vem cantar que é chegado
O Cordel do Fogo Encantado
Escrito
por Aluisio Reis
8:36:30 PM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!
| Mais uma edição!!! Não perca!!! |

Escrito
por Aluisio Reis
8:57:23 AM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!
:::Nesta quarta ::::
:::: 22 de setembro as 20:00hs ::::
:::: Teatro Municipal de Barueri ::::
::::: O BEIJO NO ASFALTO ::::: |
De Nelson Rodrigues...
Com meus amigos:
::: Alexandre ::: como Aprigio
::: Fabricio ::: como Arandir
::: Luana ::: como Dália
::: Érica ::: como Selminha
::: Valter ::: como Cunha
::: Junior ::: como Aruba
::: Cris ::: como Judith
E o que vos fala como Amado Ribeiro
E com a direção de
RUI RICARDO
Prestigiem-nos
Teatro Municipal de Barueri
Rua Ministro Raphael de Barros Monteiro, 255
Jardim dos Camargos - Barueri - SP
Informações: (11) 4198-0972
Escrito
por Aluisio Reis
12:09:04 PM
Quer dizer alguma coisa? Então fala!
